segunda-feira, 26 de março de 2012

4 conselhos de carreira para quem migra para uma pequena empresa

Especialistas afirmam que é preciso foco no plano de carreira e evitar comparar com o antigo emprego

A decisão está feita, você pediu demissão e irá enfrentar um desafio: sair de uma empresa grande (de marca consolidada) e ir para uma empresa menor ou para uma startup. A única certeza e porque não dizer que o grande desafio será o lidar com problemas que até então faziam parte da sua área de conforto. Começará tudo outra vez.

O sentimento de frustração é comum e persistirá, afinal de contas os “nãos” estarão aí para serem ditos e glamour já terá indo embora e talvez ainda o veja dobrando a esquina.Este caos momentâneo deve ser encarado como uma oportunidade para fazer dessa mudança um case de sucesso.

Os especialistas ressaltam que antes de aprender a lidar com a mudança de emprego, o profissional tem que ter certeza de que deixar o emprego é a decisão certa e está alinhada com o seu plano de carreira. Confira abaixo, outros conselhos:


1. Alinhe suas expectativas

“Por que quero sair da empresa? Quais sãos os prós e contras de trabalhar aqui?”, são perguntas que o profissional deve fazer para que tenha certeza das razões pelas quais ele está deixando o emprego para assumir um cargo numa companhia de porte menor.
Colocar no papel todos os prós e contras ajudará o profissional a lidar melhor com a mudança. Ao sair de uma empresa grande, o profissional poderá tirar do baú ideias que eram reprimidas e terá a chance de trazer para o novo ambiente de trabalho.


2. Converse com outros profissionais

Por meio de depoimentos de outros colegas que também fizeram o mesmo caminho é possível ter uma previsão das dificuldades que o profissional enfrentará. É natural e bom procurar apoio em pessoas que já passaram pela mesma situação.


3. Investigue sobre seu novo local de trabalho

Durante o processo de transição o profissional não deve hesitar em perguntar sobre como é a rotina da empresa para o qual ele está indo. Questione sobre os processos, os objetivos de cada segmento da empresa e até mesmo o que eles estão esperando de você.
As principais vantagens de uma empresa menor devem ser levadas em conta: a proximidade entre os pares e chefes é maior, não existem tantos níveis hierárquicos e a burocracia também é menor.


4. Tenha paciência

O profissional não deve criar uma falsa expectativa de que esse “momento” passará rápido. Esse período pode demorar mais que do que o profissional esperava. Ele irá lidar com uma margem bem mais baixa de investimento, por exemplo e isso não pode ser encarado de forma negativa.
Quando um profissional sai de uma empresa grande e vai para uma menor, ele tem que ter uma dose de empreendorismo e muito foco. Imaginar que todo dia é um dia muito importante e que irá realizar um excelente trabalho. Comemore cada conquista.
O saudosismo pode atacar em momentos difíceis, mas os especialistas recomendam evitar a comparação com o que ele fazia antes e focar nos motivos que o fizeram sair da empresa. O profissional que sabe lidar com problemas e tem jogo de cintura é mais valorizado no mercado do que aquele que se acomodou.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fazer o bem também é um bom negócio

Ainda não são todas as empresas, mas várias delas já se conscientizaram que, na era da sustentabilidade – conceito que envolve aspectos econômicos, sociais e ambientais –, devem explicações também para a sociedade. Muitas organizações têm optado por unir interesses comerciais e sociais por meio da capacitação profissional, afinal pessoas bem preparadas tendem a se tornar funcionários mais eficientes. É essa a essência de institutos e fundações criadas por grandes organizações. A reportagem procurou três delas, exemplos de que fazer o bem é um bom negócio.

Olho no futuro

O Instituto Nextel foi criado em 2006 por iniciativa dos próprios colaboradores, que procuraram a diretora da empresa com a ideia de criar uma frente de trabalho na área social. A causa foi abraçada pela organização, que optou por focar em programas de aprendizagem e profissionalização de jovens entre 16 e 24 anos em situação de risco social. Eles são encaminhados ao Instituto Nextel pelas escolas públicas e associações no entorno de cada uma das quatro unidades. O trabalho se divide em diferentes programas: o Conexão Direta (que capacita em atendimento em informática); o Conexão Digital (sobre mídias interativas); e o Inclusão de Talentos (voltado para pessoas com deficiência). Em todos eles, o foco é oferecer cursos que permitam aos beneficiados se capacitarem para as demandas, presentes e futuras, do mercado de trabalho. “O Conexão Digital, por exemplo, é uma parceira com a Agência Click com o objetivo de ampliar o olhar para as possibilidades de mercado”, explica a coordenadora do Instituto, Ednalva Aparecida de Moura dos Santos. A ideia é formar web designers capacitados também para trabalharem de forma autônoma. “Que são os profissionais procurados pelas agências de publicidade”, diz Ednalva, para quem a ação é uma extensão da própria filosofia da empresa de “sempre investir em talentos.”

Inclusão pela beleza

Objetivo semelhante tem o projeto Preciosas, criado em outubro de 2010 pela rede de salões de beleza Jacques Janine para formar profissionais em cuticulagem e pintura de unhas – mas engana-se quem pensa em simples manicures. “Por meio do projeto são incluídas outras disciplinas, como alongamento de unha, biossegurança (para que a profissional entenda e previna todas as formas de contaminação do seu material de trabalho) e técnicas spazianas (cuidados com mãos e pés como um todo, não apenas com a unha)”, explica Flávia Lopes, coordenadora do projeto. O parceiro na empreitada é o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), que oferece a docência e os certificados. A rede de salões entra com o espaço para as aulas, a disciplinas extras na grade curricular e a recolocação no mercado. “A empresa foi atrás de parceiros que tivessem know how na área – cujo curso fosse reconhecido pelo Ministério da Educação etc”, explica Flávia. A intenção, segue a coordenadora, era atender a demanda por profissionais qualificados, uma falta sentida tanto pela rede Jacques Janine quanto pelo mercado em geral. Nos cursos, as alunas recebem ainda noções de empreendedorismo para que possam criar seus próprios espaços de trabalho – embora a maioria não desperdice a chance de uma temporada na grande rede de salões antes de tentar vôos solos. “A maioria delas, cerca de 80%, fica conosco para entender o conceito, conhecer um grande salão, saber como funciona a parte administrativa, o que acaba sendo uma experiência para elas”.

Tempo de refletir

Nas ações da Fundação Telefônica no campo de preparação para o mercado de trabalho, o conteúdo não é técnico, mas nem por isso menos importante. Os programas abordam questões na área comportamental, discutem a relação do mercado com os ofícios do século 21 e refletem sobre as novas tecnologias. São várias iniciativas, entre as quais a Garoto Vivo, em parceria com o Instituto Via de Acesso, que atua na relação entre empresas e escolas. A ação consiste no desenvolvimento de cursos nos quais são trabalhadas questões como comportamento, projeto de vida, postura e comunicação, e ainda os conceitos de competência, trabalho em equipe e ética. “Valores que a gente identifica hoje como pontos críticos para a inserção do jovem no mercado de trabalho”, observa a gerente de educação, cultura e juventude da Fundação Telefônica, Mílada Gonçalves. Em 2011, os trabalhos foram realizados nas cidades de São Paulo, Belo Horizonte e Viamão, no Rio Grande do Sul, beneficiando 100 jovens entre 14 e 18 anos, geralmente vindos da periferia. Outra iniciativa é o Ciclo de Novas Profissões – que, em 2011, foi realizado em sete cidades brasileiras, reunindo jovens e especialistas para debater o conceito de trabalho, refletir sobre quais profissões seguir e sobre como conciliar trabalho e vida pessoal, além de abordar o papel das novas tecnologias no mundo das profissões. “Essa ação também foca o público jovem”, explica a coordenadora. “Porém, dá um passo adiante com relação ao Garoto Vivo. Dessa forma, uma estratégia complementa a outra”, afirma.

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Hospedagem, domínio, e outros bichos mais....

Algumas pessoas mesmo sendo profissionais ou não, tem algumas dúvidas na hora de contratar um serviço de consultoria para gerir suas ações estratégicas na internet. Não somente isso, o consultor precisa contar com profissionais experientes e com tecnologias que nos permitam desenvolver soluções inovadoras nesse campo já tão saturado como a internet.

Com a missão clara de fornecer soluções para as mais diversas empreitadas virtuais com excelência no atendimento, segurança e qualidade, nosso entrevistado dessa edição é Sérgio Borges, Diretor da Casa do Site. Com sua seriedade, competência e imenso prazer pelo que faz, Sérgio nos responde algumas das frequentes dúvidas com relação ao ambiente virtual.
Vale a pena conferir...

Finalle Consultoria: Qual o passo a passo para que eu tenha meu website e qual o investimento necessário?

Casa do Site: Em primeiro lugar é preciso ter em mente o que tipo de site que deseja e o principal: qual será a finalidade, bem como o nome do domínio definido.
Com a idéia em mente, fazemos uma reunião para estruturar essa idéia e ajudar a transformá-la em termos web, ou seja, com um layout e conteúdo apropriados. Em seguida registramos o nome de domínio e abrimos a conta de hospedagem, por onde o dono do site poderá ir acompanhando o desenvolvimento do projeto.
Sobre o montante de investimento, não há como termos um padrão, pois o valor dependerá muito dos recursos, funcionalidades e programação exigidas pelo projeto, pois cada trabalho é único e exclusivo, de forma a ser totalmente integrado com o negócio ou idéia do cliente.

FC: A cada dia vemos surgir no mercado novas tecnologias, desde aplicativos para ipad´s ao revolucionário ultrabook que será lançado na CES 2012 pela Intel, com integração ao sistema NFC permitindo pagar uma conta com a aproximação do cartão de crédito a tela do computador. Qual a sua análise com relação à hospedagem e desenvolvimento de sites?

CS: A indústria é muito rápida e praticamente todos os dias estão sendo lançados novos produtos e tecnologias. E obviamente não podemos ficar parados no tempo.
Com isso, muitas vezes são necessárias atualizações no servidor para que ele aceite e rode os novos sistemas e para o desenvolvimento de sites é um estudo contínuo para compreender e aprender a usar bem as novas ferramentas disponíveis.

FC: Qual o perfil do profissional de internet seja ele dedicado a programação ou ao design, que o mercado vem absorvendo e o que esperar desse profissional nos próximos 10 anos?

CS; Nossos profissionais tem o perfil que analisam as diversas possibilidades, de forma a produzir a melhor solução possível para o cliente.
Estar sempre acompanhando as tendências e novidades, buscando dentro desse cenário desenvolver mais a cada dia o processo de inovação.
Na velocidade que tudo que envolve tecnologia e seus processos evoluem, não acho ser possível definir o que esperar de um profissional em 10 anos.

FC: Hoje a gama de sites, blogs, fanpages é enorme. É possível ainda um sites se destacar no mercado? O que você vê como diferencial para que isso aconteça?

Uma palavra: inovação.

FC: Agora, uma pergunta que parece simples, mas que muitas empresas e/ou profissionais não conseguem responder mesmo depois de um investimento significativo em seus sites. Afinal de contas, porque ter um site?

CS: Os motivos de se ter um site são muitos, vão desde a necessidade de acompanhamento de mercado, em termos de vendas on line, de divulgação da marca, produtos, a possibilidade de expansão dos negócios, vez que a internet derrubou as fronteiras, a popularização de idéias e pensamentos, bem como



sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A essência do Marketing Estratégico

Frequentemente profissionais liberais e empresas prestadoras de serviços buscam auxílio e suporte na "batalha" para promover-se da melhor forma no mercado e conquistar novos clientes, o que nos motivou a abordar a questão.
 
Freqüentemente profissionais liberais e empresas prestadoras de serviços buscam auxílio e suporte na "batalha" para promover-se da melhor forma no mercado e conquistar novos clientes, o que nos motivou a abordar a questão.

Dentre as principais situações que identificamos, estão a inadequação ou ausência de segmentação, posicionamento e orientação mercadológica - o que também ocorre em inúmeras empresas de segmentos e ramos distintos.

E é, justamente, a partir da conjunção e sinergia desses três elementos que se pode compor uma situação favorável para buscarmos o sucesso para "nossas" propostas e sua longevidade no mercado - anseios tão difíceis hoje em dia.

Nossas ofertas ao mercado (produtos, serviços, atendimento, preços etc), bem como nossos programas de comunicação e relacionamento, precisam ser capazes de traduzir continua e perfeitamente a imagem que desejamos.

E isto só será alcançado se nos mantivermos bem informados sobre as necessidades e desejos de nossos clientes e adotarmos o compromisso de atender plenamente às expectativas de nosso público-alvo, sem jamais nos afastar da orientação para a realização dos resultados organizacionais, pessoais e profissionais, pelos quais empreendemos.

Estes fatores envolvidos no core-marketing (essência do marketing estratégico) nos permitem conceber o negócio com ampla vantagem sobre aqueles que o desconsideram, pois fundamentam todos os programas e ações em busca da geração de vantagens competitivas e dos resultados positivos e do sucesso conseqüentes destas.

Este processo está diretamente relacionado ao adequado conhecimento da situação como um todo, à definição de metas, sonhos e objetivos, e, o mais importante, à identificação dos meios ou caminhos que precisamos trilhar para seu alcance e realização.

Defina seus objetivos, identifique fatores importantes para sua realização, selecione o mercado ou público que possa atender bem e vá em frente, pois este é o caminho para quem deseja construir e realizar seus objetivos.

E, então, Senhores, vamos conceber uma proposta vencedora?!

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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ah! O empreendedorismo....

Há bastante tempo nessa área de gestão de empresas e de relacionamento com clientes, por muitas vezes me peguei divagando sobre conceitos e estratégias, tentando estabelecer premissas para uma equipe perfeita ou ainda uma empresa que não tem medo de se lançar, de se jogar, enfim de bater de frente com o mercado mesmo. Por muitas vezes falamos em ser inovadores, promissores e porque não descobridores.

Em contrapartida, nos deparamos com falta de capital para investimento, controle de capital por este ser ínfimo diante as dificuldades apresentadas. Pergunto-me se realmente tudo gira em torno de capital ou se nos falta um pouco de criatividade ou ainda nos falta poder decisório para nos jogar no espaço e arriscar. Fico pensando que talvez, se arriscarmos tudo e nos jogarmos do alto do empreendedorismo, muitas vezes vamos flutuar até conseguir o controle do vôo ao invés de despencar direto sem escalas.

Vocês devem estar se perguntando: Que raios que ele esta dizendo?

É simples. Quem nunca teve vontade de empreender, mas ficou parado por falta de dinheiro a ser investido seja para material de divulgação ou ainda bens a serem adquiridos para o mínimo de investimento?

É disso que estou falando. Onde conseguir dinheiro para iniciar sua empreitada “empreendedorística”? Se você quer uma receita de bolo para isso, pode parar agora mesmo de ler esse artigo, pois eu não tenho esta receita. Na verdade é um questionamento que venho me fazendo desde quando resolvi que não queria mais trabalhar em outra empresa que não fosse a minha. Na verdade no início a decisão gera um grande alívio. Você se sente muito bem e definitivamente pronto para ir à luta. Num segundo momento você começa a perder o ar, começa a fazer perguntas que muitas vezes parecem bobas, mas que acabam fazendo algum sentido quando, por exemplo, em um mês como esse, Dezembro, você está praticamente parado por falta de trabalho, ou quando você está retomando seu negócio, encontra a desculpa de que está arrumando a casa para que em Janeiro tudo possa ser diferente e partir pra luta.

Sim, talvez seja isso mesmo, talvez não. O mais legal nisso tudo e ao mesmo tempo bem assustador é que só depende de você. Terá sucesso ou não se você for à luta e de uma maneira bem estranha, isso nos traz uma série de feedbacks interessantes sobre nosso comportamento, nossas atitudes, o que dizer,…

Enfim, acredito que nenhuma escola, faculdade, mestrado vai ensinar tão bem quanto à atuação em campo. Veja que agora você começou a encher os pulmões e fazer promessas de reviravoltas na sua vida. Resolveu que vai empreender. Quem sou eu para te desaconselhar, afinal de contas que tipo de empreendedor sou eu, mas cabe uma conselho: Prepare-se! Fácil não é. E quem está falando é um cara que deixou um emprego com um salário relativamente interessante pelo simples fato de entender que naquele momento a empresa não tinha mais nada a oferecer a ele. Muito mais fácil seria permanecer, fingir de morto e ver no que daria, mas acontece que esse tipo de pessoa, não se contenta em ficar parada, quer produzir, fazer acontecer é a pessoa que geralmente dá mais com a cabeça na parede.

Você vai buscar clientes, vai conseguir alguns, pois a maioria vai achar que teu serviço oferecido não é necessário agora. Você vai trabalhar 12 horas ininterruptas, mas ainda assim ficará satisfeito, pois esta trabalhando para seu desenvolvimento profissional. Vai investir e muitas vezes não vai nem saber o que fez com o dinheiro que ganhou, pois tem que pagar fornecedores. Não se preocupe. Tudo se acerta com um pouco de disciplina, mas lembre-se: Seu chefe é seu espelho e ele tem que ser implacável!

Vamos em frente. Nenhum de nós é dono da verdade, mas todos nós podemos criar nossa verdade.

Como diz a música: “Você pode até dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único.”


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Como inovam empresas inovadoras?

Distintas lideranças conduzem o cotidiano da empresa e o foco na inovação. As empresas precisam garantir o hoje para pensar no amanhã.

Inovar é palavra de ordem em qualquer empresa que queira se manter no mercado. O desafio, que vale para todas, é ainda maior nas companhias com negócios inovadores. Para esses, investir em pesquisa e olhar o futuro sem descuidar do presente se torna fundamental para continuar existindo.

Para empresas que já nascem com uma proposta de vanguarda e com foco na inovação, não se pode esquecer do presente, que fornecerá as bases, a infraestrutura e até os recursos necessários para concretizar o próximo passo, vislumbrado por uma equipe inovadora e ousada.

“Uma empresa inovadora tem sempre que olhar para frente”, diz Anderson Rossi, professor do núcleo de inovação e competitividade da Fundação Dom Cabral. Para ele, um dos principais desafios para essas companhias é o de antecipar o futuro apresentando produtos ou serviços que o mercado necessite antes mesmo que este saiba disso.

Mas para manter o DNA da inovação é necessário também ter liderança. “Em empresas inovadoras, o papel do líder é ainda mais importante e relevante na medida em que ele deve manter seu time de profissionais sempre motivados e criativos”, avalia Rossi.

Segundo o acadêmico, as empresas com DNA de inovação dificilmente são copiadas por outras ou abrem espaço a um concorrente direto. Mas para isso também possuem um olhar atento aos desafios do presente, além de estruturas competentes para gestão do dia a dia.

Uma maneira que algumas empresas estão encontrando para resolver a equação de administrar com atenção o presente e manter o olhar para o futuro é ter duas gestões estratégicas diferentes.
De acordo com Rossi, isso significa preparar dois times diversos, um olhando para frente, para o que ainda nem aconteceu e outro com foco no hoje, no gerenciamento das coisas em tempo real. “Um líder que pensa o futuro e outro que faz o hoje acontecer”, explica. Rossi conta que a Siemens, por exemplo, é uma companhia com esse tipo de gestão estabelecida.

Foco nas pessoas

A equipe é ponto fundamental para desenvolver produtos ou serviços inovadores. “Os gestores vão procurar profissionais que conseguem enxergar novidades, que tem capacidade de identificar como processos ou serviços podem ser melhorados”, define Felipe Scherer, principal executivo da Innoscience, consultoria em gestão da inovação.

Segundo o consultor, em empresas mais tradicionais, a sedimentação dos processos e procedimentos internos são os principais vilões que esvaziam a capacidade criativa de seus funcionários. Cobrados por atender metas e para manter um rendimento operacional pré-estabelecido, os profissionais não têm incentivo e nem motivo para querer modificar a forma como as coisas são feitas.

“A inovação sempre começa de cima para baixo. Se o CEO não inova, seus funcionários também não o farão”, explica Scherer. Manter um ritmo e disponibilizar uma parte da carga horária de trabalho para pensar novidades e alimentar a criatividade também se tornam fundamentais. “O Google, por exemplo, deixa um dia da semana para a equipe focar no amanhã. Os outros dias são para manter o negócio funcionando”, conta Scherer. 
Fonte: www.hsm.com.br 
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Os 5 maiores e mais caros erros de estratégia

Estava aqui entre idas e vindas em apostilas, livros e artigos quando me deparei com uma análise muito interessante sobre as 5 forças de Porter que basicamente se destina a análise da competitividade entre empresas e o desenvolvimento de estratégias empresariais eficientes e não vamos confundir com eficazes, pois essa última, dependerá da atuação e análise dos ambientes e seus contrastes.

Apesar de termos dois pontos principais em todas essas análises, que são: 1) O impacto que a empresa terá na capacidade de servir seus clientes e; 2) Lucratividade (cabe aqui lembrar que qualquer lucro tem a missão de ser sustrentável).

Ainda assim, diante dessas observações, algumas empresas ainda insistem em erros e confusões que em muitas vezes estão bem a sua frente. Abaixo, alguns dos erros mais comuns e que se tornam de alto custo quando não se conhece como a competição e estratégia funcionam. 


Erro # 1. Confundindo comercialização com estratégia.

A proposta de valor não é a mesma coisa que uma estratégia. Se você está tentando descrever uma estratégia, a atribuição de valor é um lugar natural para começar - é intuitivo pensar em termos de estratégia do mix de benefícios que atendam às necessidades dos clientes. Mas tão importante quanto o valor é ter conhecimento das necessidades dos clientes. Não confunda marketing com estratégia organizacional.

O que em muitos momentos a abordagem de marketing não percebe é que uma estratégia robusta também exige uma cadeia de valor adaptada, uma configuração exclusiva de atividades que melhor proporciona esse tipo de valor. Este elemento da estratégia não é nada intuitivo, mas é absolutamente essencial. Se você executar as mesmas atividades que os outros, da mesma forma, como se pode esperar para conseguir uma melhor performance? Para estabelecer uma vantagem competitiva, a empresa deve emitir o seu valor através de uma cadeia de valor distintivo. Deverá realizar atividades diferentes de seus concorrentes ou desempenhar atividades similares de diferentes maneiras.



Erro # 2. Confundindo vantagem competitiva com "o que você é bom." 

Quando se trata de estratégia, as empresas tendem muitas vezes em “olhar para dentro” e, portanto, propensas a superestimar suas forças. Você pode perceber o serviço ao cliente como uma área forte e na verdade, diante da percepção de quem o utiliza ser o menos eficaz do mercado. Isso se tornará forte no momento em que você constrói uma estratégia.

Mas uma força real para fins de estratégia tem que ser algo que a empresa pode fazer melhor do que qualquer um de seus concorrentes. E "melhor" porque você está escolhendo para atender diferentes necessidades e realizando diferentes atividades que eles realizam, porque você escolheu uma configuração diferente para a sua cadeia de valor.


Erro # 3: Perseguindo tamanho acima de tudo, porque se você for maior, você vai ser mais rentável.

Há pelo menos um grão de verdade neste pensamento, que é precisamente o que a torna tão perigosa. Mas antes de você assumir que o “mais” é “sempre melhor”, é fundamental para o seu negócio entender se o objetivo é escolhido porque soa bem, ou se existe alguma lógica. Em cada indústria, Porter observa que as economias de escala se esgotam a uma parcela relativamente pequena das vendas da indústria. Não há nenhuma evidência sistemática que indica que os líderes de mercado são as empresas mais rentáveis ​​ou bem sucedidas. Para citar um exemplo notório, a General Motors foi a maior empresa do mundo automobilístico por décadas, um fato que não impediu a sua descida à falência. Na medida em que o tamanho importava em tudo, talvez seja mais correto dizer que a GM era muito grande para ter sucesso. Enquanto isso, a BMW, pequena para os padrões da indústria, tem um histórico de retornos superiores. Durante a última década (2000-2009), sua média de retorno sobre capital investido foi de 50% superior à média da indústria. Empresas só têm de ser "suficientemente grandes", o que raramente significa que elas precisam dominar. Muitas vezes "suficientemente grande" representará apenas 10% do mercado.

Erro # 4. Pensar que "crescimento" ou "chegar a US $ 1 bilhão em receita" é uma estratégia.

Não confunda estratégia com ações (crescer, adquirir, alienar, etc) ou com as metas (alcance “X” bilhões em vendas ou “Y” quotas de mercado). Definição de Porter: o conjunto de opções integradas é que define como você vai conseguir um desempenho superior em relação a concorrência. Não é o objetivo (por exemplo, ser um número ou chegar a US $ 1 bilhão em receita top de linha), nem é uma ação específica (por exemplo, fazer aquisições). É o posicionamento que você vai escolher que resultará na realização do objetivo; as ações são o caminho que você tomará para se posicionar. Além disso, quando Porter define a estratégia, ele está realmente falando sobre o que constitui uma boa estratégia - que resultará em um maior ROIC/RIC (Retorno do Investimento de Capital) do que a média do mercado. 

Erro # 5. Focando mercados de alto crescimento, porque é onde está o dinheiro.

Os gestores, muitas vezes erroneamente supoem que um mercado de alto crescimento será um atrativo. Errado. Crescimento nenhum é garantia de que será rentável. Por exemplo, o crescimento pode colocar fornecedores no banco do motorista, aumentando os custos do mercado e limitando a rentabilidade. Ou, combinados com baixas barreiras de entrada, o crescimento poderia atrair novos competidores, aumentando assim a concorrência e baixando os preços. Crescimento por si só não diz nada sobre o poder dos clientes ou a disponibilidade de substitutos, sendo que ambos vão diminuir a rentabilidade. A suposição não comprovada de que um mercado em rápido crescimento é uma indústria de "bom", adverte Porter, muitas vezes leva a decisões estratégicas completamente erradas.

É isso aí pessoal! Espero que tenha sido esclarecedor. Uma dica importante é que esses erros/dicas/feedback´s não servem apenas para as “grandes”, mas para todos os níveis de empresa, bem como para profissionais liberais. Uma frase que me vem a cabeça quando eu penso em estratégia de mercado é essa: “Ao limite entre a aventura e estupidez, damos o nome de prudência.”


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